sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Oscar Niemeyer – II











Um canal de televisão, enquanto mostrava imagens da obra de Niemeyer, colocava ao fundo junto à voz dele, uma bachiana de Villa-Lobos que, como tal, era cheia de nuances melódicas, poder-se-ia mesmo dizer que esta música possui a sinuosidade marcante da arquitetura de nosso genial comunista brasileiro, que sempre intentava mudar o mundo.

Como se intuísse tanto quanto Einstein (que afirmou ser curvo o Universo), grande marca desta arquitetura era curva, assim como as retas apareciam em linhas precisamente infinitas.

Não morrendo, Oscar Niemeyer extrapolou a ideia frágil de se estar apenas vivo, mas não se viver intensamente, tal como prescreveu Vinícius de Moraes em um de seus poemas.


O ser humano tem em si todas as possibilidades que vê projetadas diante de seu olhar: se este vem do medo, não verá mais do que sombras; se vem da ignorância, não verá mais do que a incompreensão; se vem da sensibilidade, estará aberto a todos os impulsos positivos que o Universo guarda para nós.

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