Oscar Niemeyer – II
Um
canal de televisão, enquanto mostrava imagens da obra de Niemeyer, colocava ao
fundo junto à voz dele, uma bachiana de Villa-Lobos que, como tal, era cheia de
nuances melódicas, poder-se-ia mesmo dizer que esta música possui a sinuosidade
marcante da arquitetura de nosso genial comunista brasileiro, que sempre intentava mudar o mundo.
Como
se intuísse tanto quanto Einstein (que afirmou ser curvo o Universo), grande
marca desta arquitetura era curva, assim como as retas apareciam em linhas
precisamente infinitas.
Não
morrendo, Oscar Niemeyer extrapolou a ideia frágil de se estar apenas vivo, mas
não se viver intensamente, tal como prescreveu Vinícius de Moraes em um de seus
poemas.
O ser
humano tem em si todas as possibilidades que vê projetadas diante de seu olhar:
se este vem do medo, não verá mais do que sombras; se vem da ignorância, não
verá mais do que a incompreensão; se vem da sensibilidade, estará aberto a
todos os impulsos positivos que o Universo guarda para nós.

Nenhum comentário:
Postar um comentário