domingo, 7 de fevereiro de 2016

Eu te amarei todos os dias - II











Sim!
E por que todos os dias?

Apenas direi ao mundo
Que nada mais é preciso
Do que este amor
Que perambula à noite
Visível apenas no escuro
E anda sendo visto de dia
Apenas pelo oxigênio
Que faz par
Em sua dança com as árvores
Que dá fluxo ao que sinto
e emoção à Natureza
em sua esperança
com as aves

Eu te amarei inutilmente,
No tempo, eu sei
Porque cada dia passa
Quando as vinte e quatro horas morrem

Mas a flor que nasce
E se reflete em meus olhos
É fluente
Nascente
Efervescente

Faz das mentiras
as verdades mais sublimes
da fealdade
a beleza suprema do mundo
do cansaço
o motivo para mais um
dos que avançam
como se o próprio espaço
fossem

Assim,
Que importa o tempo
Que importam os dias
Que importam as horas

Amanhecerei eu mesmo
Sob o abrigo da saudade
De quem te amará para sempre
Mesmo sendo sempre
Apenas uma palavra tola
Que não engana o amor
Que sempre amarei

O amor
que sempre serei


Nenhum comentário:

Postar um comentário