Há tanto encanto - II
Há noites
Em que o
espelho
Se quebra
Quebra-se a
noite
A própria
noite
E o ser
Se quebram
No que se desfazem
Entre um
fantoche
E uma real
ficção
Noites
Em que vagam
lumes
De vagabundas
Ou homens
que se
encontram
entre a luz
e o mar
Manhãs e noites
Abrigam
nossos seres
Nossos segredos
Sagrados
momentos
Em que somos
O que somos
Não há o que
seremos
Talvez um
tanto de um pouco
Do que já
fomos

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