quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Silêncio obtuso – IV
















Sim,
Não calo
Como quem consente

A voz semidiurna
De um galo
É a semente
Tanto da chuva
Quanto do sol
Ambos dementes
Quando não são iguais
Mas chegam até nós
Como a verdadeira voz
Do que vai morrer
Adiante
Mas já morreu
Por instinto

E o instinto
Ninguém vai traduzir
Como constante

Ele é o que sinto
O que somos
De mais ou de menos
Para viver
O que chamamos
de eterno
Ou que sofremos
de terreno


joaodeabreu9@gmail.com

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