segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Há tanto encanto... - I












... em certas manhãs
Tanto quanto
Sorrisos
Em partos
Naturais
e sãos

Certas noites
alimentam-se de serestas
Até festas em silêncio
De sapos, rãs
E algum pássaro
desavisado

Nas cidades
Os bêbados sem noção
Os apressados
Sem ter a quem

Em certas manhãs
Olhando-se para o céu
Deixando o horizonte seu
Caem como uma chuva
Na montanha
As raízes das mães
Que germinam
E geram
Suas cicatrizes
Férteis

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