quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Oscar Niemeyer – I










O que se vê de grande ou pequeno no mundo começa a projetar-se a partir do que temos de grande ou pequeno dentro de nós.

Os irmãos Marx, comediantes norte-americanos, cujo humor possuía características filosóficas, criaram um belo diálogo resumido em três linhas: “Olha, há um tesouro na casa ali ao lado!”. Ao que o outro comentou: “Mas não há nenhuma casa ali ao lado!”. O primeiro sentenciou: “Então, construiremos uma!”.

Oscar Niemeyer não morreu, ele apenas esqueceu de repente de continuar vivendo. No “andar de cima” ele deve estar lamentando os projetos que deixou por fazer aqui embaixo, principalmente o de continuar colaborando para melhorar as relações sociais entre os seres humanos.

Cada um de nós tem uma espécie de fio invisível que nos mantém ligados a uma estrutura orgânica maior, que por sua vez também está ligada a outra estrutura maior ainda (é claro que esta palavra “maior” refere-se a uma pulsação vibrante, meio que física, meio que metafísica.).

Oscar Niemeyer tinha consciência de sua vida como resultado de uma evolução histórica da humanidade, e não se perdia nunca principalmente com relação às suas convicções políticas, ampliando seu olhar sobre a humanidade através do comunismo que, num sentido lato, alcançava as linhas simples e profundas de sua arquitetura.

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