segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Marisa, estrela que chora...

https://youtu.be/G4cyNK3BW7Q
















... e sabe que chora
porque não tem o céu
como limite

Estrela que ascende
Ao fundo da Terra
Onde a Terra, um dia,
Já foi de Portugal

O fado é o eco
Dos barcos e das velas
Que ainda hoje
Mostram os mares
Ao mundo

No coração de Marisa
As praias noturnas
E contemporâneas
Resistem ao tempo
E sonham
Sim,
Ainda sonham
De mãos dadas
Com o vento
As vinhas
E a lira lusitana

No fundo,
Cada poema que faço
É um fado
É o bandolim
Nas mãos de vovô José
O violão
Entre os dedos
De papai Antônio
O cavaquinho
Nos meus olhos
De João
E os devaneios
Instrumentais
De meu filho
Gabriel

Chora, Marisa,
Entre tantos que te habitam
Não estás presa
A ninguém
Apenas aos que se foram
Ou quem sabe
Ainda virão
E pela tua voz
Passado e futuro
serão sempre
contínua anunciação

Nenhum comentário:

Postar um comentário