domingo, 21 de fevereiro de 2016

Silêncio obtuso – II

Ivan Konstantinovich Aivazovsky













Calado
Arranha-se entre aranhas
E outros medos
A minha voz
Sem segredo algum

Há um som redimensionado
Pelo próprio silêncio
Do ser sonhado

Há um som
Um sim
Mesmo que um não
Coloque a roupa
Dos mais palhaços
Despudorados

Um sim
Sem compromisso
Com os relógios diários
Os elogios
Que nenhum rio
Aceita
Antes de se tornar
O mar
De sua própria

Emissão de raios

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