Silêncio obtuso – II
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| Ivan Konstantinovich Aivazovsky |
Calado
Arranha-se entre aranhas
E outros medos
A minha voz
Sem segredo algum
Há um som redimensionado
Pelo próprio silêncio
Do ser sonhado
Há um som
Um sim
Mesmo que um não
Coloque a roupa
Dos mais palhaços
Despudorados
Um sim
Sem compromisso
Com os relógios diários
Os elogios
Que nenhum rio
Aceita
Antes de se tornar
O mar
De sua própria
Emissão de raios

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