quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Órbitas - I

http://www.ultimosrefugios.org.br/#!lagrimas-do-rio-doce/c16xv











Fecham-se janelas
Quando chove;
Nem sempre quando choram
Fecham-se os olhos

As janelas nada abrigam
Desalinham movimentos
Calam os ventos
Silenciam outras agonias?

Os olhos escondem-se
Por trás do silêncio
De suas pálpebras

Acende-se a luz
De dentro
Ilumina-se a vida
No centro

As janelas morrem
Reféns dos segredos
De madeiras e alumínios
Que escorrem
Pelo veneno geométrico
Das indústrias
e a ambição aritmética
dos industriais

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