Órbitas - I
Fecham-se janelas
Quando chove;
Nem sempre
quando choram
Fecham-se os
olhos
As janelas nada abrigam
Desalinham movimentos
Calam os
ventos
Silenciam outras agonias?
Os olhos escondem-se
Por trás do
silêncio
De suas
pálpebras
Acende-se a luz
De dentro
Ilumina-se a
vida
No centro
As janelas morrem
Reféns dos
segredos
De madeiras e
alumínios
Que escorrem
Pelo veneno
geométrico
Das
indústrias
e a ambição aritmética
dos industriais

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