O pragmático
Procura o mar
distante
Onde mergulha
sua vida
E sorri para um
peixe
Que lhe
retribui o sorriso
com os dentes
do arpão
O sonhador
Atravessa a
utopia
Das florestas
intensas
Imagina-se
Um dos
inocentes
Que se
abrigam
Em seu verde
De ver
De verdade
Sente o perfume
De cada passo
O espaço da
flora
Entre o canto
De um e outro
pássaro
E, justo
neste espaço,
Um córrego
sorri
Anunciando
A
peregrinação de um rio
Para onde
quer ir
E rir
Arregaça as calças
Descalço,
Pousa seus
pés
Sobre as
águas mães
As pedras
Que moram no
fundo
Trocam
olhares
Abençoam
Os passos
futuros
Que ele dará
Seus pensamentos
Esvaziam-se
E só a
respiração
Navega
Em suas
pálpebras
Fechadas
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