Se pela rua...
... meus olhos descerem
até o chão
e minhas pálpebras
levantarem o voo
de um corpo de asas
deixem-me olhar
com as fibras do coração...
com as fibras do coração...
Não pensem
Que minha íris está cantando,
Digam apenas
A quem está subindo
Que a saudade irrigou
Minha memória
E que só estou chorando em silêncio...
Se minha voz gritar
um nome
E esse nome,
mais que um grito,
for a fome do tempo
buscando infinito no fim,
Não pensem
Que minha língua
está se calando,
digam apenas
que a saudade irritou
minha memória
e que só estou cantando em silêncio.
Quem canta
Ou reza em silêncio
Reencanta a vida
Dos que se foram
Ou já encontra
Os que estão por vir
Faço das horas
as sementes que amo
Respiro
o que em mim
é anunciação de aurora
Hoje só andarei de mãos dadas
Com o silêncio
(o silêncio nos ouve
e permeia o eco
que desce as montanhas
para alcançar o céu).
Parabéns Poeta!
ResponderExcluir