domingo, 22 de novembro de 2015

Quartos – III




Quem sabe a solidão
Seja uma forma de delírio
Tal qual a plataforma
Desse rio
Que se forma entre as plantas
E os pássaros
Em mim?

Quem sabe a coragem
De abrir o peito aos ventos
E deixar o coração
Mais que aberto,
Em movimento...
Mais que perdido,
Sob encanto?

Quem sabe a tristeza
Seja a ilusão
De um relâmpago brevíssimo
que após sua surpresa
deixa a luz da lua
gritar nossos nomes
sobre as praças
como raízes de luz
felizes e em paz
sobre a Terra.

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