terça-feira, 10 de novembro de 2015

O preço dessa liberdade...




... é a prisão de um papel branco
De uma caneta branca
De um sonho em branco

Na vida
É sempre assim:
Ou tingimos ou pintamos
Ou arrancamos ou colhemos

A prisão preta e verdadeira
É de uma caneta preta
E um sonho obscuro

Um sonho
Que ninguém
Nem eu
Ninguém vê
Mas está ali
Está aqui
Está em quem lê
Está em quem pensa

Nunca está
Em quem caminha pelas ruas
Como se as ruas
Fossem o único caminho

De quem só sabe sobreviver

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