O preço dessa
liberdade...
... é a prisão de um papel branco
De uma caneta branca
De um sonho em branco
Na vida
É sempre assim:
Ou tingimos ou pintamos
Ou arrancamos ou colhemos
A prisão preta e verdadeira
É de uma caneta preta
E um sonho obscuro
Um sonho
Que ninguém
Nem eu
Ninguém vê
Mas está ali
Está aqui
Está em quem lê
Está em quem pensa
Nunca está
Em quem caminha pelas ruas
Como se as ruas
Fossem o único caminho
De quem só sabe sobreviver

Nenhum comentário:
Postar um comentário