Quartos...
... e em cada um deles
mora uma esperança
Ouvidos de quem sabe
Ouvir a noite
Ou de quem caminha
ao redor de uma fogueira
Não em praças
mas em bocas de fogão
Sem relógio na memória
Não mais África
Não mais Nordeste
Agora,
São quartos minguantes
Sementes
Que se imaginam verão
Quando ardem
Na poeira invisível
De suas quatro paredes
impossíveis
Quartos sem língua
Fogo ardente e móvel
Somos trinta quartos
Trinta formas de viver
Enquanto a TV
Não vier

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