quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Quartos...



... e em cada um deles
mora uma esperança

Ouvidos de quem sabe
Ouvir a noite
Ou de quem caminha
ao redor de uma fogueira

Não em praças
mas em bocas de fogão

Sem relógio na memória
Não mais África
Não mais Nordeste

Agora,
São quartos minguantes
Sementes
Que se imaginam verão
Quando ardem
Na poeira invisível
De suas quatro paredes
impossíveis

Quartos sem língua
Fogo ardente e móvel
Somos trinta quartos
Trinta formas de viver
Enquanto a TV
Não vier

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