sábado, 7 de novembro de 2015

Um poema...




... não decide
Se vai vir ou não

Rir ou chorar
Nascer ou morrer
Cantar ou calar


Se virá de quem sai
Se partirá de quem vem
Se subirá naquele que cai
Se perderá em que tem

Não é um oposto
Um poema não é
o contrário de nada
Apenas um contraste
Uma espécie de espelho
Que, ao primeiro conselho da lua,
Desce a rua
Ergue sua lupa
Por mais que seja pequena
E ascende nua
Ou desce repentinamente

Sem opostos
Sem contrários
Apenas um contraste
Que lhe justifica

Como poema

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