Plenilúnio de maio - II
[A lua da iluminação de Buddha)
Ainda à noite
Devo esperar que
A correnteza
Do vazio
Que sobrevive à esperança
Traga alguma notícia
Pelo menos
Do que seu abraço
Guarda em mim
De início
Apenas uma sombra
Depois uma garrafa
Pela metade
Mas se a sombra
Tiver boca
Ela falará
Se tiver olhos
Enxergará
E se tiver memória
Lembrará
E se a garrafa
Nada mais tiver
Do que o cântico
Dos cânticos
Uma embriaguez
Apostólica
Então
De um canto
Farei uma oração
De um momento
Uma eternidade
De um farol
Uma estrela solitária
Deixando ao mar
O reflexo
De todas as estrelas
Que essa noite
Ao baterem em minha porta
Deixarei entrar
editora ano 1
Tem uma mesa na Biblioteca Parque Estadual (RJ) esperando por nós.
Vamos conversar sobre poesia e/ou editar seu livro.

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