Urbanidade: silêncio
e solidão
Quando fechamos
A porta
O mundo fica
Lá fora
E outro mundo
Se abre diante de nós
O silêncio
Não o silêncio em si
O silêncio da alma
A televisão é ligada
O rádio é ligado
O dvd é ligado
O computador é ligado
E eis o silêncio
Não o silêncio inócuo
Dos ruídos
Da cidade grande
Não o silêncio
Sem cio
Do sexo vadio
Que grita
Impropriamente
Aos céus
O que nem à terra
Poderá pedir
Após a porta fechada
O silêncio
Mancha as caras
E os corações
Lá fora
Depois da porta
Aberta
O silêncio
É uma espécie
De som
Que ninguém ouve
Nunca mais irá ouvir
Da canção natural
Em que fauna e flora
Vivem de reincidir
Nenhum comentário:
Postar um comentário