Manhã de outono
Que outra manhã
Poderia ser tão clara
Até mesmo ao olhar
Atento e interior
De um cego?
Que outra manhã
Haveria de translucidar
Até mesmo a memória cruel
E desatenta
De um alzheimeriano?
Que outra manhã
Poderia contar tanta história
Até mesmo à glória e histeria
De um fato
Descendo ao bueiro
Da ignorância?
Que outra manhã
Tal como esta que raia
Me abraça como um rio
Com luz na tez
Iluminando de águas
A seca da Terra?
Que outra manhã
Me avisaria que estou escrevendo
Ainda cedo
Sem o medo de quem vive
De trânsito e transe
Fazendo-me um poeta
Descrevendo sua harmonia
Com a vida e a morte
Plenas de natureza
E alegria?
editora ano 1
Tem uma mesa na Biblioteca Parque Estadual (RJ) esperando por nós.
Vamos conversar sobre poesia e/ou editar seu livro.

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