Virá um dia
Em que os contornos
Da poesia
Receberá em sua cintura
A mais pura
delinquência
Envolvendo-a
Em uma dança
De ritmo mundano
E harmonia
Desigual
Um dia
Que nascerá
De forma surpreendente
Deixando a todos
Meio sãos
Meio dementes
Com vontade
De ser
Não sendo mais
O medo de viver
Este dia
Pousará em
Nossas mãos
Como uma semente
Sem ego
Sem agonia
Percorrendo as linhas
Do M
De nossas mãos
Fazendo de cada dedo
Raízes do mundo
Que o mundo
Nunca deveria
Ter deixado
De amar flutuando
Pertence hoje
A ele
(a esse dia
que um dia virá)
o ser que roça
na praia
cresce e se espalha
na praça
serve-se de luz
(a luz orgânica
da natureza
desse grande dia
que dirá ao mundo
o que de mais profundo
ser ele deveria)
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(21) 99682 8364
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