Mendiga língua
Não posso abandonar
A mim mesma
Não posso deixar palavras
Criadas há milhares de anos
Devorarem a si mesmas
Quando a História
Reclama, exclama, inflama
Novas memórias
Não posso abandonar
A mim mesma
Não posso deixar significados
Morrerem aos meus pés
O movimento dos
lábios
(mesmo em um beijo efêmero)
(mesmo em um beijo efêmero)
nunca se perderá
da eternidade
do que falam a carne
os ossos
a família orgânica
de tudo que procuramos
expressar
Não posso abandonar
A mim mesmo
A mim mesmo
editora ano 1
Tem uma mesa na Biblioteca Parque Estadual (RJ) esperando por nós.
Vamos conversar sobre poesia e/ou editar seu livro.
(21) 99682 8364 - joaodeabreu9@gmail.com

Nenhum comentário:
Postar um comentário