segunda-feira, 18 de abril de 2016

Mendiga língua












Não posso abandonar
A mim mesma

Não posso deixar palavras
Criadas há milhares de anos
Devorarem a si mesmas
Quando a História
Reclama, exclama, inflama
Novas memórias

Não posso abandonar
A mim mesma

Não posso deixar significados
Morrerem aos meus pés
O movimento dos lábios
(mesmo em um beijo efêmero)
nunca se perderá
da eternidade
do que falam a carne
os ossos
a família orgânica
de tudo que procuramos
expressar

Não posso abandonar
A mim mesmo

editora ano 1
Tem uma mesa na Biblioteca Parque Estadual (RJ) esperando por nós.
Vamos conversar sobre poesia e/ou editar seu livro.
(21) 99682 8364  -  joaodeabreu9@gmail.com


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