sexta-feira, 22 de abril de 2016

Urbanidade: silêncio e solidão












Quando fechamos
A porta
O mundo fica
Lá fora
E outro mundo
Se abre diante de nós
O silêncio

Não o silêncio em si
O silêncio da alma

A televisão é ligada
O rádio é ligado
O dvd é ligado
O computador é ligado

E eis o silêncio
na alma

Não o silêncio inócuo
Dos ruídos
Da cidade grande

Não o silêncio
Sem cio
Do sexo vadio
Que grita
Impropriamente
Aos céus
O que nem na terra
Poderá ouvir

Eis o silêncio
na alma

Após a porta fechada
O silêncio da sala
Mancha as caras
E os corações

Lá fora
Depois da porta
Aberta
O silêncio
É uma espécie
De som
Que ninguém ouve
Nunca mais irá ouvir
Mas as montanhas
e os arvoredos
sentirão

editora ano 1
Tem uma mesa na Biblioteca Parque Estadual (RJ) esperando por nós.
Vamos conversar sobre poesia e/ou editar seu livro.

(21) 99682 8364  -  joaodeabreu9@gmail.com


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