domingo, 3 de abril de 2016

Em corpos


Há quem diga que o corpo físico é o instrumento moderno da poesia e que se precisa expressá-la através das mãos (gestos), dos olhos (olhar), da mímica (caminhar), etc. Estes momentos são mais uma “forma” de se “conduzir” a poesia, mas ela não possui cabresto, não há onde “amarrá-la”.
Há quem diga que, ao longo da história, a versão popular é a mais autêntica da poesia...
Toda tentativa de objetivar uma coisa que é subjetiva é, no máximo, projeção coletiva ainda abstrata, é uma forma de subjugá-la em sua essência extremamente criativa, diariamente criativa. Não existe uma forma ou conteúdo próprio da poesia. Ela é a própria forma e o próprio conteúdo dela mesma, até quando se expressa através de um corpo que procura manifestá-la ou de uma versão popular.
A versão popular eu manifesto muito em meus sambas. O meu corpo, quando faz qualquer movimento, porque o ser poético está em todos os movimentos de quem cria.

editora ano 1
Tem uma mesa na Biblioteca Parque Estadual esperando por nós.
Vamos conversar sobre poesia e desengavetar nossas impressões.
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