sexta-feira, 15 de abril de 2016

Rumor da natureza











Não sou de dar tiro
Nem tenho revolver
Mas os trovões
Quando aparecem
São preces
Que me acodem
Quando alguém
Consegue me fazer
Chorar

Não sou de morrer de raiva
Mas um relâmpago
Com toda a sua luz
Nervosa
Chama-me a atenção
Pela sua tez tensa
E justa

Não sou de chorar muito
Também
Quando chove
Torrencialmente
Sorrio porque ela
Me acode
Por tantas lágrimas
Contidas
E tantas águas
Não suadas

E o vento?
Não invento novos olhos
Para ninguém

Principalmente
Olhos tristes ou úmidos
Nem sujo o corpo
Das pessoas
De rancor, mágoa
Ou ressentimentos
Mas o vento cuida
De lançar-se
Furiosamente
E, não querendo o mal
De ninguém,
Também não faz carícias
Àqueles que roubam
O que há de melhor
Das pessoas boas
De bem.

editora ano 1
Tem uma mesa na Biblioteca Parque Estadual (RJ) esperando por nós.
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(21) 99682 8364  -  joaodeabreu9@gmail.com



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