segunda-feira, 6 de junho de 2016

Valeu, tio!”











Eu sempre tentei disfarçar
Desde pequeno sempre fui esperto
Comunicativo
Com a alma sempre
Levantando asas
De uma forma ou de outra

Aos 65 anos
Cabelos brancos
Começando a passar
Creme hidratande
Na pele...

Minha única irmã
Nunca teve filho
E eu sempre fui
Meio monástico, ético
Nunca tive um sobrinho
Aqui
Ou em qualquer parte
Do mundo

Estou sempre sorrindo
Sempre ando de bermudas
Chinelo de dedo
Sandálias de calcanhar
Um franciscano
Assumido
Sem medo de ser pobre
Ou de “parecer” pobre

Logo eu
Logo pra mim
Pela primeira vez
Na minha vida
Sem compromissos
Maiores
Ou menores

Me chamaram de “Tio”


editora ano 1
Tem uma mesa na Biblioteca Parque Estadual (RJ) esperando por nós.
Vamos conversar sobre poesia e/ou editar seu livro


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