Mente em orvalho - IV
Mata-me
Deixa-me sozinho
Como as pessoas que tossem
Nas grandes cidades
Deixe minha alma
Atravessar
O chão quente
Do núcleo da Terra
E congelar
Na brancura simples
Do monte Everest
Mata-me, amor!
Deixe que a morte
Dobre a esquina
Com seu manto
Inesperado
E, como vida,
Desapareça
Do outro lado da rua
Nem viver, nem morrer
É a questão
Nem ter, nem Ser
Nem ser ou não ser
Mata-me
Em nome da vida
Deixe-me viver
Morrendo de amor
Há dez mil anos
É assim
Há dez mil anos
Terminamos
Assim
editora ano 1
Tem uma mesa na Biblioteca Parque Estadual (RJ) esperando por nós.
Vamos conversar sobre poesia e/ou editar seu livro

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