Mente em orvalho - II
Mata-me
Ata-me a um tronco
De árvore
E me traga um precipício
Como reinício
De meu antigo nome
Mata-me
Aos goles lentos
Da agonia e delícia
De cicutas
Joga-me aos leões
E deixe minha carne
A serviço da alma
E deixe minha carne
A serviço da alma
Sirva-me de alimento
À luz estúpida
De um clarão repentino
Faça de mim
Um instrumento da dor
Dos impérios
Fóssil vivo
Célula apenas
Autofágica
editora ano 1
Tem uma mesa na Biblioteca Parque Estadual (RJ) esperando por nós.
Vamos conversar sobre poesia e/ou editar seu livro

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