sábado, 18 de junho de 2016

Mente em orvalho - II













Mata-me

Ata-me a um tronco
De árvore

E me traga um precipício
Como reinício
De meu antigo nome

Mata-me
Aos goles lentos
Da agonia e delícia
De cicutas

Joga-me aos leões
E deixe minha carne
A serviço da alma

Sirva-me de alimento
À luz estúpida
De um clarão repentino

Faça de mim
Um instrumento da dor
Dos impérios

Fóssil vivo
Célula apenas
Autofágica


editora ano 1
Tem uma mesa na Biblioteca Parque Estadual (RJ) esperando por nós.
Vamos conversar sobre poesia e/ou editar seu livro


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