domingo, 13 de março de 2016








Existe um silêncio (na essência de cada ser) que orbita até na aparente desarmonia do barulho. Tudo começa e acaba em nós. Se houver sincronia entre onde estamos dentro de nós e o ambiente físico onde nosso corpo está, tanto no barulho nossa alma dança, quanto no silêncio nosso corpo balança.

Quem fala mais: a voz do silêncio ou o movimento intenso de um som? A vida, por si mesma, não tem dicotomia. Está presente em mim, em ti, em nós. Ela é quem nos usa, não somos nós que fazemos uso dela. Só podemos destruí-la se, primeiro, nos destruirmos. A vida só existe porque temos consciência dela e é a perda dessa consciência que desintegrará a vida. É assim a vida de um homem (segundo Hegel, somos a consciência da Natureza).

A vida não age nem reage: segue de acordo com nossas ações. Ama conforme nossos corações. Sobrevive em nossas orações.

A vida somos nós e nós vamos viver bem ou mal na mesma proporção em que sentimos a vida. Está em nós, somos nós o silêncio, o som, o barulho.

No fundo, Dante Milano confirma isso de maneira bem realista: “Canto a vida / Não a que é vivida / Mas a que está perdida / A que é apenas sonhada”.

Nenhum comentário:

Postar um comentário