Cemitério das águas
“eles”
A corrente de ferro
Começa no olhar
Dos empresários
Que acorrentam os olhos
De Deus
“nós”
E a cortina de fome
Dissolve-se ao luar
Dos cânticos deletérios
“eles”
Antes de mais nada,
Tudo começa por
Um simples pio
Oculto entre os dentes
Que mordem almas
Endemoniadas
Pela usura
“nós”
E entre as dentaduras
Que sorriem quando podem
Tentamos engolir
O que nos jogam
Como fartura
(fratura?)
“eles”
Com nossos impostos
Postos à venda
Entre “eles”
Pagarão suas multas
Enquanto outros rios
Apressam seu rumo
Em direção ao mar
“nós”
olhamos as águas
(artérias vivas da Terra)
descerem sobre nós
com a lama
da moral de todos “eles”
caindo na alma
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(21) 99682 8364

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