A minha concepção de Deus
(aprendi após tanto conviver com
religiões e religiosos) é bastante pessoal e relacionada diretamente a formação
histórica de um povo e às suas raízes antropológicas. Quero dizer que o teísmo
é uma forma de compreender o mundo e dar uma forma tangível à nossa fé.
Deixo de lado coisas óbvias como o fanatismo (que é fruto da
ignorância cega e não de um conhecimento esclarecedor) ou seu oposto alheamento (materialismo que estreita demais a existência humana a ambientes
superficiais).
Porém aqui (nem tanto ao mar, nem tanto à terra) saúdo um
Criador que tanto pode destruir (renovando) quanto construir (inovando), não
sem antes criar. Esta sequência um materialista traduziria para Tese-Antítese-Síntese.
O espiritualista hindu para Brahma, Shiva e Vishnu. Em minha
linha de raciocínio, pouco importa os nomes que se deem ao círculo eterno das coisas do Universo.
Compreendo Deus porque vejo suas leis expressando-se no
movimento da Natureza, onde reside o milagre de se estar em
permanente rodízio, sejam quais forem as condições vividas.

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