domingo, 18 de setembro de 2016

“Pés-pretos” e “Pés-marrons”











No meu tempo
(eu gosto de olhar
Para o tempo
Em parte meu,
Em parte teu,
Em parte de todos nós)...

Mas... no meu tempo
(Embora o tempo
Não obedeça
A pronomes possessivos
Nem o espaço
Seja o lugar
De alguém ao lado
Ou dentro
De nós)

No meu tempo
Havia muitos “pés-pretos”
Do que “pés-marrons”
Na rua da minha memória

Com 18 anos
Servíamos ao Exército
Sendo paraquedistas
(“pés-marrons”)
Sendo soldados da terra

(“pés-pretos”)

Pouco importa
a cor dos "coturnos"
O que importa
é que não havia luta
havia apenas
a simbologia das elites
em nossos pés
deixando-nos bobos
lobos sem carneiros
à espera
de uma III Grande Guerra



editora ano 1
Tem uma mesa na Biblioteca Parque Estadual (RJ) esperando por nós.
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(21) 99682-8364 - joaodeabreu9@gmail.com



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