O meu prato
A minha fome,
Em fúria,
E seu pé quente
Sobre a frieza
Das ruas
Jogou no chão
Ato primeiro
Do horário noturno
Em plena luz do dia
O meu rosto
O espelho reconfigurou
Como as marcas
Nas ruas
Deixadas pelos atropelos
Do dia-a-dia
A minha vontade
De ser
De viver
De crescer
Ama-me
Amamenta-me
Como um sol noturno
Não esquece
A luz das manhãs
Busco assim
Minha pétala maior
Diante das outras
Pétalas maiores
Meu pé na estrada
Ninguém sabe de si
Enquanto não conhece
Suas pétalas maioresE seu pé quente
Sobre a frieza
Das ruas
editora ano 1
Tem uma mesa na Biblioteca Parque Estadual (RJ) esperando por nós.
Vamos conversar sobre poesia e/ou editar seu livro

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