quarta-feira, 6 de julho de 2016

Fome aberta











O meu prato
A minha fome,
Em fúria,
Jogou no chão

Ato primeiro
Do horário noturno
Em plena luz do dia

O meu rosto
O espelho reconfigurou
Como as marcas
Nas ruas
Deixadas pelos atropelos
Do dia-a-dia

A minha vontade
De ser
De viver
De crescer
Ama-me
Amamenta-me
Como um sol noturno
Não esquece
A luz das manhãs

Busco assim
Minha pétala maior
Diante das outras
Pétalas maiores
Meu pé na estrada

Ninguém sabe de si
Enquanto não conhece
Suas pétalas maiores
E seu pé quente
Sobre a frieza
Das ruas


editora ano 1
Tem uma mesa na Biblioteca Parque Estadual (RJ) esperando por nós.
Vamos conversar sobre poesia e/ou editar seu livro


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