Tempo e eternidade -
I
Não deixar que o tempo
Fique mudo
Que o tempo não faça de nós
Apenas um espantalho
Com seus olhos de pano
E pernas atadas
(não ligadas)
Ao chão
Não deixar que o tempo
Em vários mundos
Nos aqueça
Com um fogo de floresta
Como quem senta
À beira de uma estrada
E canta apenas
Com a memória antiga
E não com a voz
Inesperada
Amiga de tudo
Que ainda está por vir
E rejuvenesce
Até mesmo a ferrugem
De punhais
editora ano 1
Tem uma mesa na Biblioteca Parque Estadual (RJ) esperando por nós.
Vamos conversar sobre poesia e/ou editar seu livro

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