Hóspede do sacrifício
Há ternuras que ferem
Tal como a
flor
Que nasce sem
espinhos
Mas em meio
ao precipício
Não se preocupa
com a falta de carinho
e se entrega ao ar
com a falta de carinho
e se entrega ao ar
Há ternuras
De flores
longe
Dos moinhos
sem água
Com o
odor
Dos que se
sabem
Sem mágoa
Sem dor
Sem qualquer
sombra
Porque o sol
Não tem
pétalas
Mas há flores
que são girassóis
O sol tem
chamas
Labaredas
Mas não tem
Rimas
Que lhe
coroem
Como rei
De um céu
aberto
Ante o olhar de Galileu
Deus proclama
Não haver sombra
à sua própria Luz

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