O querer do não querer
Eu não quero
Cruzar os braços
Sobre cruzes amaldiçoadas
Em ossos
Eu não quero
Sorrir
Com os dentes
De quem diz que a alma
Não existe
Ou existe para servir
A si mesma
Não é que eu não queira
Mas o que eu quero
É querer
E não “não querer”
Eu quero esse infinito
Me cansando
Esse horizonte
Me atiçando
Esse impossível
Me permitindo
Ser eu mesmo
Assim com eu sou
Nem mais
Nem menos
Apenas o que eu sou
editora ano 1
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(21) 99682-8364 - joaodeabreu9@gmail.com
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