Sorria – II
Nunca perderás o sorriso
A noite escura
guarda em suas vestes
estrelas e pirilampos
no céu da boca
Nenhum sorriso
se perderá à toa
depois que, aberto,
entoar todas as canções
entre as horas do horizonte
entre as horas do horizonte
O dia nublado
olha cabisbaixo
quando sorris
Cidades e campos
sem tua língua
gritam como uma fera
Tentam calar
a mansidão irmã
da fé que nos habita
O sorriso
é o silêncio canhoto
Neste mundo
de tanto barulho
destro

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